Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação contra o Sarampo.

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo pela Organização Mundial da Saúde - OMS e a região das Américas foi declarada livre do sarampo. Antes da certificação, os últimos casos de sarampo, no Brasil, foram registrados no ano de 2015, em surtos ocorridos nos Estados do Ceará (211 casos), São Paulo (2 casos) e Roraima (1 caso), associados ao surto do Ceará.

Contudo, em 2018, o Brasil enfrentou a ocorrência de surtos em 11 estados, num total de 10.326 casos confirmados, perdendo então em 2019 o certificado de eliminação do sarampo, devido à reintrodução do vírus e continuidade de sua circulação por mais de 12 meses no país.

Segundo os dados da Coordenação Geral de Doenças Transmissíveis(CGDT) do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis (DEVIT) da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde (MS) até o dia 27/08/2019 no Brasil foram confirmados 2.331 casos  de sarampo (tabela 1), sendo no Espírito Santo confirmado 01 (um) caso importado de sarampo de uma adolescente que esteve em São Paulo e 12 (doze) casos seguem em investigação.

O que é Sarampo?

Sarampo é uma doença viral infecciosa, transmissível e extremamente contagiosa, que pode evoluir com complicações e óbitos, particularmente em crianças desnutridas e menores de 05 anos de idade.

Como ocorre a transmissão?

A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema (erupção de pele geralmente avermelhada) e até quatro dias depois do aparecimento do exantema.

Quais são os sinais e sintomas?

Febre alta acima de 38,5ºC, manchas vermelhas que começam na cabeça se estendem para os demais membros do corpo (fig 1), irritação na pele, tosse seca (inicialmente), coriza e conjuntivite sem secreção e manchas de Koplik (fig 2)(pequenos pontos brancos amarelados na mucosa bucal).

 

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Figura 2: manchas de Koplik

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Figura 1: Exantema

                                  

Quais as complicações do sarampo?

Em crianças, as principais complicações são pneumonia, otite média aguda (infecções de ouvido) que pode evoluir para perda auditiva permanente, encefalite aguda (inflamação no cérebro) e morte devido as complicações da doença. Em adultos a principal complicação é a pneumonia.

 

Como é feito o diagnóstico do sarampo?

O diagnóstico é feito através de exames laboratoriais, através da sintomática do paciente e investigação.

 

Como é feito o tratamento do sarampo?

Não existe tratamento específico para o sarampo. É necessário uma avaliação clínica e nutricional do paciente para a prescrição de medicamentos que são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.

 

Como prevenir o sarampo?

O sarampo é uma doença prevenível por vacinação. Os critérios de indicação da vacina são revisados periodicamente pelo Ministério da Saúde e levam em conta: características clínicas da doença, idade, ter adoecido por sarampo durante a vida, ocorrência de surtos, além de outros aspectos epidemiológicos.

 

Quem é o público alvo para a vacinação contra sarampo?

Crianças 6 meses a 11 meses devem ter uma dose da vacina tríplice viral (dose zero) e aos 12 meses receberão a primeira dose de tríplice viral de rotina (sarampo, caxumba e rubéola) e aos 15 meses receberão a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Pessoas de 01 ano a 29 anos devem ter duas doses com o componente sarampo, pessoas de 30 anos a 49 anos uma dose com o componente sarampo é suficiente e profissionais de saúde independente da idade devem ter 02 doses de tríplice viral respeitando o intervalo de 30 dias entre as doses.

 

Por que o grupo acima de 49 anos não faz parte do público alvo para vacinação?

No passado o sarampo ocorria de forma habitual e as pessoas acima de 50 anos tiveram a doença ou contato com casos de sarampo, adquirindo assim imunidade natural a doença, não necessitando de vacinação.

 

Quem já teve sarampo pode ter a doença novamente?

Quem já teve sarampo não adquire a doença novamente, pois está imunizado de forma natural contra a doença

 

Tabela 1: Distribuição dos casos confirmados de sarampo segundo estado de residência

 

Unidades Federada Casos confirmados
São Paulo

Rio de Janeiro

Pernambuco

Santa Catarina

Distrito Federal

Goiás

Paraná

Maranhão

Rio Grande do Norte

Espírito Santo

Bahia

Sergipe

Piauí

2.299

12

5

4

3

1

1

1

1

1

1

1

1

TOTAL 2.331

Fonte: CGDT/DEVIT/SVS/MS

 

Como agir frente a um caso suspeito de sarampo?

O paciente deve ser encaminhado a um serviço de saúde e todo caso suspeito de sarampo deve ser comunicado a Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde e investigado pela vigilância epidemiológica em até 48 horas que adotará as medidas adequadas como o bloqueio vacinal para  conter a circulação do vírus.

No caso suspeito de sarampo é realizado o isolamento domiciliar ou hospitalar e vacinação (bloqueio vacinal seletivo) dos contatos diretos e indiretos do indivíduo para evitar a circulação do vírus.

 

Onde devo tomar a vacina?

No município, a vacina tríplice viral estará disponível nas salas de vacinação da Policlínica Dr Carlos Herbst (centro) e nas salas de vacina das Unidades de Saúde da Família. Desta forma, os indivíduos elegíveis para vacinação poderão se informar na Estratégia de Saúde da Família - ESF mais próxima da sua residência.  É importante comparecer a sala de vacinação munido da carteira de vacinação e Cartão do SUS.

Como lidar com as informações que desestimulam a vacinação, os movimentos antivacinas?

O Ministério da Saúde, de forma inovadora, está disponibilizando um número de WhatsApp para envio de mensagens da população. Vale destacar que o canal não será um SAC ou tira dúvidas dos usuários, mas um espaço exclusivo para receber informações virais, que serão apuradas pelas áreas técnicas e respondidas oficialmente se são verdade ou mentira.

O número é (61)99289-4640 e qualquer cidadão poderá enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando.

 

 

Fontes consultadas:

Ministério da Saúde. Guia de vigilância em Saúde. Volume único, 3ª edição. Brasília.  2019. P. 21.

Ministério da Saúde. Sarampo de A a Z. Disponível em://http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/sarampo. Acesso em 29/08/2019.

Secretaria Estadual de Saúde- SESA. Informe Sarampo.

Secretaria Estadual de Saúde- SESA. Programa Estadual de Imunizações e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis/ Doenças Exantemáticas: Sarampo / Atualização N.24. Espírito Santo, 28/08/2019.

Ministério da Saúde. Saúde sem fake News. Disponível em:// http://www.saude.gov.br/fakenews. Acessado em 30/08/2019